Beber uma cervejinha com os amigos – hábito tão comum entre os cariocas – pode representar um risco maior para a saúde do que se sabia até agora. Uma pesquisa publicada na revista “Alcohol and Alcoholism”, do Conselho Médico em Álcool do Reino Unido, concluiu que um em cada três usuários eventuais vai se tornar dependente químico.
O estudo foi desenvolvido por cientistas da Universidade de São Paulo (USP). Cerca de 5 mil pessoas com mais de 18 anos participaram das duas etapas de entrevistas. Segundo Ricardo de Oliveira, coordenador de Neurociência do Instituto D'Or, homens com baixa escolaridade, que começaram a beber na adolescência e têm casos de alcoolismo na família são os que precisam tomar mais cuidado. – Se esses fatores de risco estiverem presentes, é melhor a pessoa nem chegar perto das bebidas alcoólicas – alerta o médico.
O álcool faz parte de um grande grupo de substâncias distintas, como chocolate, maconha e cocaína, que têm em comum a propriedade de estimular os centros de prazer, localizados na base do cérebro. É essa sensação de bem-estar que pode causar a dependência.
Nesta época de pressa, quanto menos estimulante for “ingerido”, melhor. Os condimentos são prejudiciais em sua natureza. A mostarda, a pimenta, as especiarias, os picles e coisas semelhantes irritam o estômago e tornam o sangue febril e impuro. O estado de inflamação do estômago do bêbado é muitas vezes pintado para ilustrar os efeitos das bebidas alcoólicas. Condição semelhante de inflamação é produzida pelo uso de condimentos irritantes. Dentro em pouco, a comida comum não satisfaz o apetite. O organismo sente necessidade de alguma coisa mais estimulante.
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