“Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança (...) Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gn 1: 26 e 27
Depois da água, as moléculas mais abundantes no nosso organismo são as proteínas. O funcionamento das células e, consequentemente, do nosso corpo ocorre por uma complexa rede de interações entre proteínas. Estas são formadas por ligações específicas entre os aminoácidos.
A função celular das proteínas está diretamente relacionada à sua estrutura tridimensional, que é dada, principalmente, pela sequência específica de aminoácidos que constitui a proteína. Esta sequência de aminoácidos, por sua vez, é codificada a partir do DNA pelos processos de transcrição e tradução. De forma genérica, cada trinca de bases nucleotídicas (códon) do DNA corresponde a um aminoácido. Assim sendo, se temos no DNA os códons AAATGG, teremos na proteína, respectivamente, os aminoácidos Lisina e Triptofano, pois AAA codifica para Lisina, enquanto TGG codifica para Triptofano.
Muitas vezes, mutações podem acontecer durante os processos de transcrição e tradução da informação do DNA. As mutações são modificações inespecíficas e permanentes que ocorrem nestas bases de DNA. Assim, uma trinca como AAA pode tornar-se ATA e, ao invés de codificar para Lisina, este códon passa agora a codificar para Isoleucina, um aminoácido com características completamente diferentes do primeiro.
A teoria da evolução se baseia nestas mutações para defender o surgimento e a evolução das espécies. Assim, o acúmulo dessas mutações ao longo do tempo resultaria em novas espécies, cada uma com uma sequência única de DNA. O que os evolucionistas parecem se esquecer é da especificidade que esses aminoácidos conferem na estrutura e, por consequência, na função de uma proteína. Isto significa que a maior parte das mutações modifica de maneira drástica a estrutura de uma proteína, alterando e, muitas vezes, inviabilizando a sua função original. Em um famoso livro da área das Ciências Biológicas, Princípios da Bioquímica (mais conhecido como Lehninger), na quarta edição, página 958, os autores, que mencionam a evolução ao longo de suas 1106 páginas, afirmam categoricamente: “Raramente, uma mutação confere alguma vantagem biológica”. E isso é um fato observável, pois grande parte das doenças que temos hoje, bioquimicamente, está ligada a estas mutações, que transformam a estrutura-função das proteínas. Dessa forma, não é difícil imaginar que acúmulos de mutações inviabilizariam a existência da própria vida.
Além disso, no caso dos mamíferos, o genoma acumula, durante um período de 24 horas, muitos milhares de lesões. De 1000 lesões, menos de 1 torna-se uma mutação definitiva, graças ao sistema de reparo do qual somos dotados. Assim, para a evolução acontecer seria necessário não somente um tempo de Terra muito grande, mas também uma expectativa de vida muito superior a que temos para que pudéssemos acumular e repassar mutações significativas. Mais ainda, seria necessário um sistema de reparo ineficiente para que estas mutações pudessem se acumular e o efeito cumulativo, na grande maioria das vezes, seria deletério. A observação mais clara disso é que, nos mamíferos, há uma fortíssima correlação entre o acúmulo de mutações e o surgimento do câncer.
Esse maravilhoso exemplo biológico demonstra mais uma vez a inadequação da teoria darwiniana e aponta para a existência de um Planejador Inteligente. Somos obras de Suas mãos.
2004 - 2011© Igreja Adventista do Sétimo Dia de Botafogo. Todos os direitos reservados.
Versículo do dia powered by Verse of the day - BibliaGateway.