“Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança (...) Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gn 1: 26 e 27
A complexidade biológica é um dos grandes argumentos do criacionismo e um dos maiores exemplos desta complexidade é a nossa visão. Boa parte das informações que recebemos do mundo passa pelo nosso sistema ocular: um sistema tão perfeito e interligado que o ser humano tenta reproduzir pela tecnologia.

A grandiosidade deste sistema está no fato de que um simples olhar pode envolver a ativação de mais de 100 milhões de células ao mesmo tempo, que convertem as imagens em impulsos conduzidos até o cérebro, onde a informação é processada (cor, brilho, intensidade de luz, profundidade, dentre outros). O mais impressionante é que tudo isso acontece em questão de milisegundos.
De maneira bem simples, ao olharmos para um objeto, a luz passa pela nossa córnea, que cobre a íris, penetra no globo ocular pela pupila e alcança o cristalino. Este funciona como um sistema eficiente de focalização que converge os raios luminosos em um ponto focal na retina.
A retina é composta por mais de cem milhões de células fotossensíveis, algumas responsáveis pela visão preta e branca e outras que nos permitem ver as cores. As impressões geradas são convertidas em impulsos nervosos que alcançam o cérebro através do nervo óptico. No cérebro, uma região bem específica, chamada de córtex visual interpreta essas informações, permitindo que nós sejamos capazes de ver o mundo.
Pense comigo: neste momento, ao ler este texto, você está utilizando todos estes sistemas visuais e o mais lindo é que você é capaz de fazer isso de maneira rápida e eficiente, porque nosso sistema ocular captura e interpreta até cerca de 1,5 milhões de mensagens em um milisegundo. Um processamento tão eficaz e nesta velocidade necessitaria de dezenas de computadores operando juntos e, com certeza, o resultado não seria o mesmo.
A complexidade deste sistema não está apenas nas partes isoladas, mas na sua interligação. Quando uma destas pequenas partes não está presente ou não funciona bem, todo sistema fica comprometido e sem finalidade.
É impossível imaginar que toda esta complexidade deriva de processos aleatórios e graduais de seleção natural e mutação.
Um simples olhar pode dizer muito sobre quem somos e de onde viemos. Nossos olhos apontam para a existência de um brilhante Arquiteto: um Criador. Como diz o ditado popular: “O pior cego é aquele que não quer ver”.
“Quem na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu na terça parte de uma efa o pó da terra e pesou os montes em romana e os outeiros em balança de precisão?” Isaías 40:12

O fato de que o Universo parece especialmente projetado para manter a vida é frequentemente mencionado como representando uma série de circunstâncias difíceis de explicar com base somente em probabilidades.
Por exemplo, a gravidade e o eletromagnetismo são extremamente bem ajustados. Uma alteração na força eletromagnética de somente 1 parte em 10000000000000000000000000000000000000000 (40 zeros), faria com que as estrelas fossem ou gigantes azuis ou anãs vermelhas, e não teríamos o tipo de Sol que necessitamos para nos fornecer a quantidade exata de energia. A massa de um nêutron não poderia diferir pela margem de um milésimo, pois, se assim fosse, as estrelas entrariam em colapso, transformando-se em estrelas de nêutrons ou buracos negros. No modelo do “Big Bang”, a taxa de expansão não poderia ter sido menor do que 1 parte em cada 100000000000000 (14 zeros); caso contrários, as estrelas não se formariam ou o Universo entraria em colapso. E, na formação do Universo, os elétrons deveriam ser equivalentes aos prótons na proporção 1 parte em cada 10000000000000000000000000000000000000 (37 zeros), caso contrários as forças eletromagnéticas sobrepujariam a força da gravidade e não teríamos as estrelas.
Tudo isso sugere que deve haver uma inteligência mestra ou um planejamento para o Universo.
Descobertas recentes na área da Biologia também apóiam o argumento a favor do planejamento ao indicar eventos altamente improváveis. O maior desafio que a teoria evolucionista enfrenta é como a vida pode ter surgido por si mesma. Cálculos baseados na Termodinâmica (relações entre energias) indicam apenas 1 probabilidade em 1 seguido de 5 bilhões de zeros, de que um micoplasma possa ter tido suas moléculas agregadas por acaso. O micoplasma, muito menor do que um micróbio normal, é considerado a forma de vida independente mais simples que se conhece.
Fortalecendo a idéia de um Planejador está a evidente falta de fósseis intermediários entre os principais grupos (classes, gêneros e divisões) de organismos. É entre os principais grupos – onde temos maiores brechas e onde esperaríamos um número mais elevado de intermediários em evolução – que eles estão notavelmente ausentes.
Além da falta de fósseis, há também a chamada Explosão Cambriana – repentino surgimento da maioria das principais espécies animais, que teria ocorrido há cerca de 560 milhões de anos atrás. Ao olharmos ao longo das camadas fossilíferas da Terra, verificamos que os organismos teriam permanecido na fase unicelular durante os primeiros 84% do suposto tempo evolutivo. Depois disso, teria ocorrido a evolução de praticamente todos os principais filos animais durante a Explosão Cambriana, em menos de 3% de todo o tempo evolutivo. Alguns cientistas até sugerem que a maior parte da evolução teria ocorrido durante apenas um décimo daquele tempo, o que significa 0,3% de todo tempo evolutivo. Tudo isso não se harmoniza bem com um suposto processo evolutivo contínuo. Não existe tempo suficiente na escala de tempo geológico padrão para os improváveis eventos da evolução.
Esses poucos, mas significativos exemplos apontam para inadequação das teorias evolutivas e, mais importante, apontam para um Planejador deste magnífico e bem ajustado Universo. Em Isaías 40:12 e 18, este Planejador é apresentado como Alguém que construiu com Suas próprias mãos e de maneira assombrosa todo Universo, seus seres e as forças físicas e químicas que tudo regem: “Quem na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu na terça parte de uma efa o pó da terra e pesou os montes em romana e os outeiros em balança de precisão? Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com Ele?”
Texto retirado de Revista Criacionista Ano 33 – nº70 – 2004 Págs. 6 e 7
Por Ariel A. Roth
Adaptação: Laizes Johanson
“Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança (...) Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gn 1: 26 e 27
Depois da água, as moléculas mais abundantes no nosso organismo são as proteínas. O funcionamento das células e, consequentemente, do nosso corpo ocorre por uma complexa rede de interações entre proteínas. Estas são formadas por ligações específicas entre os aminoácidos.
A função celular das proteínas está diretamente relacionada à sua estrutura tridimensional, que é dada, principalmente, pela sequência específica de aminoácidos que constitui a proteína. Esta sequência de aminoácidos, por sua vez, é codificada a partir do DNA pelos processos de transcrição e tradução. De forma genérica, cada trinca de bases nucleotídicas (códon) do DNA corresponde a um aminoácido. Assim sendo, se temos no DNA os códons AAATGG, teremos na proteína, respectivamente, os aminoácidos Lisina e Triptofano, pois AAA codifica para Lisina, enquanto TGG codifica para Triptofano.
Muitas vezes, mutações podem acontecer durante os processos de transcrição e tradução da informação do DNA. As mutações são modificações inespecíficas e permanentes que ocorrem nestas bases de DNA. Assim, uma trinca como AAA pode tornar-se ATA e, ao invés de codificar para Lisina, este códon passa agora a codificar para Isoleucina, um aminoácido com características completamente diferentes do primeiro.
A teoria da evolução se baseia nestas mutações para defender o surgimento e a evolução das espécies. Assim, o acúmulo dessas mutações ao longo do tempo resultaria em novas espécies, cada uma com uma sequência única de DNA. O que os evolucionistas parecem se esquecer é da especificidade que esses aminoácidos conferem na estrutura e, por consequência, na função de uma proteína. Isto significa que a maior parte das mutações modifica de maneira drástica a estrutura de uma proteína, alterando e, muitas vezes, inviabilizando a sua função original. Em um famoso livro da área das Ciências Biológicas, Princípios da Bioquímica (mais conhecido como Lehninger), na quarta edição, página 958, os autores, que mencionam a evolução ao longo de suas 1106 páginas, afirmam categoricamente: “Raramente, uma mutação confere alguma vantagem biológica”. E isso é um fato observável, pois grande parte das doenças que temos hoje, bioquimicamente, está ligada a estas mutações, que transformam a estrutura-função das proteínas. Dessa forma, não é difícil imaginar que acúmulos de mutações inviabilizariam a existência da própria vida.
Além disso, no caso dos mamíferos, o genoma acumula, durante um período de 24 horas, muitos milhares de lesões. De 1000 lesões, menos de 1 torna-se uma mutação definitiva, graças ao sistema de reparo do qual somos dotados. Assim, para a evolução acontecer seria necessário não somente um tempo de Terra muito grande, mas também uma expectativa de vida muito superior a que temos para que pudéssemos acumular e repassar mutações significativas. Mais ainda, seria necessário um sistema de reparo ineficiente para que estas mutações pudessem se acumular e o efeito cumulativo, na grande maioria das vezes, seria deletério. A observação mais clara disso é que, nos mamíferos, há uma fortíssima correlação entre o acúmulo de mutações e o surgimento do câncer.
Esse maravilhoso exemplo biológico demonstra mais uma vez a inadequação da teoria darwiniana e aponta para a existência de um Planejador Inteligente. Somos obras de Suas mãos.
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