Existem, no mundo cerca de 213 religiões cristãs e mais de 800 religiões pagãs. Em meio a essa confusão religiosa, procura o homem a Verdade. Você tem direito de crer no que queira. Eu também. Mas, pelo fato de não estarmos de acordo em matéria religiosa, não significa precisamente que um de nós esteja com a razão. Qual dessas religiões está com a razão? A que tem mais adeptos? A mais numerosa? Perguntamos: Quando, na história bíblica, a maioria esteve com a verdade? Vejamos: Noé representava uma minoria ínfima no tempo do dilúvio, e no entanto, tinha razão. Israel ao sair do Egito, era uma fraca minoria, no entanto, era o povo de Deus. Jesus, nosso Salvador, esteve só contra uma nação inteira. "Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam". S. João 1:11. "Porventura creu nEle alguém dentre a autoridades, ou alguém dos fariseus? " S. João 7:46-48. A maioria, incluindo guias religiosos, rejeitou a Jesus. Quando Jesus ascendeu ao Céu, o cristianismo era uma débil minoria diante de um mundo rebelde e indiferente. Devido ao seu afã de popularidade e poder, a Igreja tornou-se maioria mas perdeu sua santidade e pureza e a verdade que Deus lhe havia confiado. Por isso, a pergunta que devemos fazer não é: Tem você razão? Tenho eu razão? Tem-na a maioria? Mas, sim: "Que é a verdade?" Disse Jesus: "A Tua Palavra é a Verdade". S. João 17:17. "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva". Isaias 8:20. A Palavra de Deus é a única fonte de verdade. Busquemos nela a resposta a sinceras perguntas:
Seguem as outras quatro referências: S. Marcos 16:9: "Havendo Ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena." Esta passagem declara que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. E como vemos, ela não vai além disto - não diz que por essa razão o primeiro dia da semana tornou-se santo, ou que o devamos guardar. S. João 20:19 : "Ao cair da tarde daquele dia, primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-Se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco"! O versículo diz que a causa de estarem reunidos era o medo que tinham dos judeus (trancaram as portas), e não para comemorarem Suas ressurreição. Jesus reprovou Seus discípulos por descrerem que Ele havia ressuscitado. S. Marcos 16:14. Atos 20:7: "No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite". Temos aqui uma reunião religiosa realizada no primeiro dia da semana. Mas não há nela indicação de santidade do primeiro dia. Devemos nos lembrar que o apóstolo S. Paulo estava viajando e realizava reuniões em qualquer dia da semana. Ele havia passado em Trôade sete dias e aparentemente realizou essa reunião, porque "devia seguir de viagem no dia imediato". Talvez a reunião tenha sido relatada por causa do incidente da ressurreição do jovem Êutico que caíra da janela. I Coríntios 16:2: "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando para que se não façam coletas quando eu for". A oferta destinada aos pobres de Jerusalém, devia ser posta de lado, em casa, e aí também, para ser entregue ao apóstolo quando ele chegasse, acumulada, para que não houvesse coletas apressadas de última hora. Assim, as oito referências do Novo Testamento ao primeiro dia da semana não contêm mandamento quanto ao dever de observarmos esse dia; nem a menor indicação de que ele é santo. Disso concluímos que a Igreja Cristã primitiva, no período em que viveram os apóstolos, não conheceu o primeiro dia (domingo) como dia santificado. O Cardeal Gibbons, arcebispo de Baltimore primaz da Igreja Católica nos Estados Unidos, disse: "Podereis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As escrituras ordenam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos". Faith of Our Fathers, pag 89.
"Eu sei que depois da minha partida ... dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles". Atos 20:29 e 30. "Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras... e muitos seguirão as suas práticas libertinas..." II Pedro 2:1 e 2.
Levantar-se-iam mestres e introduziriam ensinos errôneos, "heresias destruidoras". Isto aconteceu após a morte dos apóstolos, o último dos quais morreu cerca do ano 100 de nossa era. Enquanto viveram, os apóstolos foram os guardiães da Verdade. Esses falsos mestres que surgiram eram mais filósofos do que discípulos de Jesus, mais pagãos do que cristãos. Vejamos o que aconteceu: O primeiro dia da semana, era dedicado ao culto do Sol, pelos antigos babilônios. Em 274, depois de Cristo, o imperador Aureliano adotou o culto do Sol como a religião oficial do Império Romano. O astro-rei, era o centro de adoração, a principal divindade. Ao culto do Sol - Sol Invicto, como lhe chamavam - foi dedicado o primeiro dia da semana, que por isso era chamado no Latim dies solis - dia do Sol. Ainda hoje este é o seu nome na língua inglesa (Sunday) e também na alemã ( Sonntag). Assim pela influência desses mestres, esse dia do paganismo pouco a pouco penetrou na cristandade para facilitar a "cristianização" dos pagãos.
Cerca de 40 anos mais tarde, em 364, veio o decreto eclesiástico: a lei torna-se religiosa:
"Os cristãos não devem judaizar, ou estar no sábado, mas trabalharão nesse dia; o dia do Senhor (domingo), entretanto, honrarão especialmente, e como cristãos não devem, se possível, fazer qualquer trabalho nele. Se, porem, forem achados judaizando, serão separados de Cristo". - Cânon 29 de Concílio de Laodicéia.
A proibição de observar o sábado significa que esse dia ainda era observado no quarto século. Além da proibição em 364, do Concílio de Laodicéia, outras proibições se seguiram, fazendo com que o sábado fosse cada vez mais esquecido e o domingo mais firmemente estabelecido. Porém, sempre houve fiéis que não aceitaram a mudança: Os Valdenses no Piemont guardaram o sábado mais de 1000 anos, pois possuíram as Escrituras. Na Etiópia, ainda no século 17, guardava-se o sábado como memorial da criação. Através do profeta Daniel, o Senhor Deus havia predito que um poder político-religiso cuidaria em mudar a lei: "... Cuidará em mudar os tempos e a lei". Daniel 7:25. "... E deitou por terra a Verdade; e o que fez prosperou". Daniel 8:12.
O Dr. Augusto Neander, considerado o príncipe dos historiadores eclesiásticos, disse: "A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina". Church History pág. 186.
O Dr. Eduardo Hiscox, autor de "O Manual Batista", também assim se expressou: "Havia, e há um mandamento que manda santificar o sábado, mas esse sábado não era o domingo". New York Examiner, 16 de novembro de 1893.
Pelo exposto, concluímos que o sábado não foi abolido por Jesus e nem pelos apóstolos. A observância do domingo é preceito humano.
O sábado foi instituído na criação. Os Judeus ainda nem existiam. Deus fez o sábado para o homem, quer dizer, para toda a humanidade. Se o sábado - o quarto mandamento - tivesse sido dado somente para os judeus, então toda a lei - os 10 mandamentos - também seria só para eles. Nesse caso, os cristãos poderiam adorar imagens, roubar, matar, adulterar, mentir, etc. Logicamente isto não pode ser assim; então o quarto mandamento não era só para os judeus.
"Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardares a vossa própria tradição".S Marcos 7:7-9.
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