Quando o assunto é o vício do tabaco podemos falar de três tipos de dependência:
a- a química,
b- a comportamental,
c- a psicológica.
A primeira se refere à dependência de substâncias como a nicotina, e se compara à provocada por outras drogas, chamadas ilícitas, como a cocaína e a heroína. Desta forma, ela também pode levar a uma crise de abstinência muito forte, quando seu uso regular é interrompido.
Já o segundo tipo de dependência se refere ao condicionamento de seu padrão de uso à rotina diária e aos eventos da vida. É o costume de fumar depois das refeições, quando se assiste televisão, quando vai lavar a roupa, ou na reunião do grupo de amigos.
O terceiro tipo de dependência, a psicológica, diz respeito ao sentimento e ao lugar que o cigarro tomou na vida do fumante: “O cigarro é o meu companheiro. É quem está ao meu lado nos momentos difíceis, nas horas de nervosismo e ansiedade.” Sendo assim, a dependência uma vez estabelecida representa o risco de sofrimento pois parando de fumar, lamenta-se a perda de algo ou alguém muito querido, muito precioso, muito caro na vida.
Embora a dependência psicológica não seja muito abordada quando falamos no vício do tabaco, uma pesquisa feita pelo GAT (Grupo de Apoio ao Tabagista do Hospital A C Camargo) aponta que 50% dos casos de dependência do cigarro é exclusivamente psicológica - e as mulheres são as que mais sofrem com ela, pois estão mais sujeitas aos sintomas de depressão e ansiedade. Estes três tipos de dependência devem ser considerados por aqueles que desejam parar de fumar, pois esta tomada de consciência é fundamental para a decisão de deixar o cigarro.
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